Vinculação mãe-pai-bebê: importância para o desenvolvimento infantil.

Vinculação mãe-pai-bebê: importância para o desenvolvimento infantil.

Por Psicóloga Rafaela de Almeida Schiavo CRP: 06/93353

Quando um bebê nasce ele é um sujeitinho totalmente dependente de outro ser humano,
se o meio não lhe fornecer cuidados, este bebê irá morrer, pois, ele não consegue se
locomover ou se alimentar sozinho, portanto, alguém precisará ajudar o bebê a
sobreviver, em geral em nossa cultura a pessoa que mais ajuda o bebê a sobreviver é a
sua mãe.
A vinculação mãe-bebê inicia em muitos casos já na gestação, mas isso não é uma
regra. Outro momento forte em que a vinculação ocorre é na hora do nascimento da
criança, quando o organismo da mãe e do bebê estão totalmente em sintonia hormonal, e
a natureza para dar uma ajuda na vinculação libera no organismo de ambos um
hormônio chamado ocitocina, que também é conhecido como o hormônio do amor. Este
hormônio permite que mãe e bebê possam se enamorar nas primeiras horas após o parto
– isso quando o hospital permite que mãe e bebê possam ficar juntos após o parto -.
De qualquer forma, o bebê sempre irá dar um jeitinho de conquistar a quem quer que
seja, e ele fará isso para sua própria sobrevivência. Os recém-nascidos apegam-se a
adultos que são sensíveis e receptivos às relações sociais com eles, e que permanecem
como cuidadores compatíveis nos seus primeiros anos de vida. Dessa forma, a
vinculação não ocorre somente com a mãe, mas também com o pai, irmãos, avós,
professores ou qualquer outra pessoa que tenha contato diário com o bebê e lhe
promova cuidados.
O sistema de apego é ativado para manter o contato após o nascimento, por meio de
comportamentos de protesto como chorar, buscar e bater, quando a mãe se separa do
bebê. Os comportamentos de apego se referem a um conjunto de condutas inatas
exibidas pelo bebê, que promove a manutenção ou o estabelecimento da proximidade
com sua principal figura provedora de cuidados. O repertório comportamental de apego
incluiu chorar, estabelecer contato visual, agarrar-se, aconchegar-se e sorrir. Desta
forma, o bebê conquista o outro e com isso há maiores possibilidades de que este outro
cuide do bebê.
A ausência de contato e de estímulos afetivos perturbam os processos de maturação do
sistema nervoso do bebê. Falta de afeto e de estímulos produzem desordens da
organização cerebral. Se o bebê não é suficientemente acariciado, não receberá
estimulação necessária para um bom desenvolvimento e poderá apresentar perturbações
psíquicas tais como transtornos do humor e dificuldades em se relacionar com outras
pessoas, dificuldades em demonstrar empatia, ou seja, de se colocar no lugar do outro,
entre várias outras possibilidades de danos ao seu desenvolvimento. Por isso, é
importante que a criança tenha pelo menos uma figura de apego, pelo menos uma
pessoa em que ela possa confiar, caso a mãe por algum motivo não puder ser essa
pessoa, alguém na rede social da criança pode e deve cumprir com esse papel.

 

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