Ser – Viver – Transcender / Adolescente e Jovem: Um olhar para o futuro

Ser – Viver – Transcender / Adolescente e Jovem: Um olhar para o futuro

Por: Psicólogo Antônio Carlos Rezende, CRP nº 09/007709

Esse artigo tem como propósito apresentar algumas percepções teóricas, não são ideias novas, mas uma forma de pensar e refletir; assim, construiremos significados e mudanças em busca de resultados enriquecedores, sendo assim, o auxílio de alguns pensadores da educação, inteligência emocional, espiritualidade e de projeto de vida,
ajudaram-nos a compreendermos as mudanças e transformações no mundo dos adolescentes e jovens.

Tenho recebido inúmeras mensagens diariamente nas redes sociais, mas uma chamou-me muita a atenção, um comentário de Sathya Sai Baba “não há mais maldade, o que há é mais luz. A sociedade está mais iluminada; isto é, o que está acontecendo hoje em dia às mentiras e ilusões é percebido cada vez mais rapidamente”.

Interessante que há vinte dois anos atrás um grande amigo de nome José Osvaldo Nunes dizia que “o mundo estava cada vez melhor devido aos avanços na história de desenvolvimento e evolução do ser humano”.

Faz sentindo que Sathya Sai Baba e José Osvaldo Nunes disseram, vamos olhar para a nossa árvore genealógica desde dos tataravós até nós, que mudanças aconteceram na linha do tempo na história do desenvolvimento familiar, nas esferas cultural, valores, sociais, etc… A nossa história bio-mental-psíquica-sócio-cultural-espiritual-econômica está sempre em construção e aprendizado, além de que esse movimento orienta e revela o existir do ser humano.

Entretanto é importante conhecer os tempos e as realidades, para compreender as mudanças bio-mental-psíquica-sócio-cultural-espiritual-econômica que ocorrem de acordo com a época de nascimento de cada pessoa, trazendo sua história pessoal na relação intrapessoal, interpessoal e dos ancestrais.

Há uns dez anos observando pessoas de diferentes idades, sexos, níveis sociais e educacionais; nesses últimos quatro anos acentuaram ainda mais, a observação no trabalho na secretaria de assistência social, escutando algumas falas de colegas e pessoas frequentadoras, como:

– “O olhar de meus pais dizia tudo e eu obedecia”.
– “As surras que eu levei quando criança me fez uma pessoa do bem”.
– “Comecei a trabalhar aos oito anos para ajudar meus pais, e hoje os adolescentes não querem nada com nada”.

– “Na minha casa estou criando aborrecentes”.
– “Os jovens são irresponsáveis”.
– “Os meus filhos são custosos”.
– “Vim entregar o meu filho pra ocê cuidar”.
– “Minha infância não foi nada fácil, passei muita dificuldade”.
– “Eu sou uma pessoa difícil”.
– “Não sei mais o que fazer com esse daí (filho (a))”.

Existem inúmeras de outras falas, talvez essas sejam as mais relevantes, faz sentindo para você na história de sua vida? Estão presentes nessas frases o ser, viver e a negação do ser, “advindos de uma trajetória de sofrimento, traumas na infância; sonhos e ilusões aniquilados na adolescência e na juventude projetos e anseios frustrados, que com o passar do tempo foram ignorados por você desenvolvendo assim, um eu falso se segurando em máscaras, tornando uma pessoa com padrões e comportamentos de falso bonzinho, de pouca tolerância, pensamentos e sentimentos de valor e desvalor, ficando preso nesses conteúdos e emoções, que foram construídos numa trajetória de vida e seus condicionamentos baseados num inconsciente irrefletido com atitudes pequenas e limitadas”.

O ser humano é convidado a prestar a atenção no movimento e sinais revelados durante o seu existir e refletir, ou continuar vivendo o “faz de conta” e “aparências do falso eu” que nega o seu ser. O autoconhecimento é um convite à mudança do modo de ser, através das experiências vividas, em busca da autoidentificação que ajudam a examinar os elementos fundamentais da vida em uma consciência maior para definir “quem sou”.

Nas décadas de 80 e 90 algumas igrejas e instituições sociais diziam que o próximo milênio seria da juventude, e os conceitos e objetivos dos projetos desenvolvidos, através de metodologia e atividades, visavam despertar a consciência crítica e formar jovens agentes transformadores sociais e politizados. Alguns teóricos dizem que a fase juvenil é crucial, marcando o inicio da inserção definitiva na sociedade; momentos de incertezas, erotismo, vivenciam experiências individuais e coletivas, apresenta empenho entusiástico sem reservas; isto é, nós temos que olhar além das dificuldades e compreender que os jovens não precisam de tutores e sim de pessoas parceiras e pais continentes.

Hoje estamos nesse milênio há dezessete anos, e faço alguns questionamentos, num sentindo que façamos uma autocrítica:

– A metodologia de trabalho nas igrejas, empresas, escolas, instituições estão fundamentada num trabalho de desenvolvimento evolutivo de intervenção e acompanhamento aos adolescentes e jovens?

Conforme Salthya Sai Baba diz-nos que devemos ser cada vez mais transparente em nosso agir, as ações abrangentes nas áreas educacional-sócio-político-eclesial- cultural-interpessoal, exigindo de nós preparo teórico para trabalhar com os adolescentes e jovens; instalando nas nossas relações à ética, á extrapolar nossos conceitos e mudarmos de paradigma, porque eles mexem, afetam e afetamos na relação afetiva.

Para ajudar-nos a refletir nossos pensamentos e sentimentos, e as circunstâncias nesse tempo onde as mudanças acontecem mais ou menos a cada duas horas, apresento- lhes uma análise da realidade a seguir:

– Primeiramente, qual o perfil na maioria dos adolescentes e jovens de hoje?

Sexo, droga, aventura, tá ligado, vive o que pinta, se pintar droga vou à droga, se pintar sexo vive o sexo, tô pegando, tô ficando, bora aí, bro, conectados as rede sociais, vivem a aventura etc… Adolescentes e jovens talvez sem princípios e limites. Assuntos que os pais ainda não sabem falar com seus filhos; mais de dois milhões de adolescentes engravidam antes dos 15 anos no Brasil, segundo fonte do IBGE.

Que sociedade é essa?
– A sociedade pós-moderna, marcada por relações extremadas de rejeição, violência, morte cultural, corrupção e sem equilíbrio.

Rejeição extrema de classes sociais entre milionários e miseráveis economicamente, segregação racial,  individualismo profissional sem espaço para a solidariedade, vence o melhor num mercado excludente, eliminando adolescentes, jovens, adultos e velhos.

Violência extrema premeditada das facções presentes nas penitenciárias, nas favelas, periferias e cidades pequenas á grandes centros, nas metrópoles, uma sociedade de relações violentas e doentias.

Educação de desigualdade comandada pela indústria da educação, que simplesmente despejam anualmente jovens despreparados teoricamente e com pouca praticidade no mercado de trabalho.

Morte cultural, numa sociedade que mata a cultura de seu povo, aniquilando a história, pois a cultura é um dos alicerces do crescimento e desenvolvimento do ser humano.

Que mundo é esse?

– Um mundo que vive movimentos enfreáveis, às vezes contraditórios e
confusos; oito movimentos enfreáveis da pós modernidade a seguir:

– 1 – Avanços tecnológicos;
– 2 – A ousadia da comunicação, a partir de imagens e introjeções ideológicas;
– 3 – Massificação do mundo tecnologista;
– 4 – Igreja sendo desafiada para garantir o projeto de justiça social e do amor;
– 5 – As pessoas preocupadas com tempo e lazer, qual será o tipo de lazer?
Buteco ou convivência afetiva com a família;
– 6 – Os principais atores de resistência hoje são os jovens e as mulheres;
– 7 – Planeta sustentável;
– 8 – O avanço e a crise das ciências.

Que Deus ou Deuses são esses?
– Nesta confusão, será que ele ou eles não existem, ou estão escondidos, ou se revelam apenas na dor, ou são fortes, encorajadores do profetismo que se revelam no irmão.

Diante de grandes questões, algumas alternativas a seguir:

– Nas cidades ocorrem à migração juvenil, tribos urbanas, nessas tribos ou grupos não têm lideranças e sim um código entre eles; portanto, será necessária a compreensão desse mundo e a linguagem cultural, para desenvolvermos uma metodologia de comunicabilidade adequada de desenvolvimento educacional, teológica,
engajamento social e de consciência crítica.

– As escolas desenvolverem um projeto pedagógico, que privilegie a discussão social e de cidadania; sendo assim adolescentes e jovens poderão conversar temas pertinentes como: o avanço tecnológico e suas consequências, sexo, sexualidade, paixão, amor, drogas, sustentabilidade, ética, política, etc…. E o Professor José Carlos Libânio, diz que o desenvolvimento das competências cognitivas é uma das formas de melhoria na relação entre professor e aluno, a seguir:

1 – Investigação: ajudar os alunos, a saber, observar, formular questões, formular hipóteses, ser capaz de comprovar, argumentar com dados.

2 – Raciocínio: ser capaz de estabelecer relações entre conceitos e produzir contextualizações, oferecer razões e saber argumentar oralmente e por escrito, pensar de forma autônoma, crítica e cognitiva, identificar preposições dos discursos de outros pensadores.

3 – Formular conceitos através de referências ou ferramentas conceituais, sendo capaz de explicar, estabelecer definições e distinções, de analisar, sintetizar, generalizar e aplicar conceitos em situações reais do cotidiano.

4 – Habilidade de tradução: desenvolver a capacidade de traduzir o que lê, ouve ou senti com as próprias palavras, preservando o significado.

a) Habilidades de busca de informação: como encontra-las, saber pesquisar e descobrir onde está armazenada a informação sobre a matéria, como elaborar as perguntas.

b) Habilidade de assimilação e retenção de informação: como escutar, ler, estudar para compreender, memorizar e administrar a compreensão dos textos.

c) Habilidades organizativas: como estabelecer prioridades, programar o tempo e utilizar racionalmente os recursos disponíveis.

d) Habilidades para a abstração e inventivas: como desenvolver uma atitude proativa, raciocinando indutivamente e gerando ideias, hipóteses, predições etc…

e) Habilidades para raciocinar analiticamente: como desenvolver uma atitude crítica, raciocinando dedutivamente, e saber avaliar as ideias e hipóteses.

f) Habilidades para tomar decisões: como identificar alternativas e adotando decisões racionais.

g) Habilidade de comunicação: implicam em habilidades cognitivas na expressão de ideias e por escrito, já dizia o Chacrinha “quem não se comunica se trumbica”.

h) Habilidades sociais: como evitar e lidar com os conflitos interpessoais, sendo capaz de cooperar e de saber buscar a obtenção da cooperação, competindo lealmente e motivando os outros.

i) Habilidades metacognitivas: como avaliar a própria execução cognitiva, aprender a transferir valores, princípios e estratégia de uma situação a outra, sendo capaz de selecionar uma estratégia adequada de um determinado problema, e de como desenvolver o autoconhecimento reconhecendo a própria capacidade.

É importante que o professor saiba identificar os traços culturais, sociais de cada aluno, para ajuda-lo a pensar, refletir e a despertar uma consciência crítica.

Quanto as Igrejas (as religiões) não são o único espaço para os adolescentes e jovens, e sim existem outros espaços e diversas redes de entretenimento; entretanto, uma mudança de paradigma, talvez seja o inicio de um diferencial de marketing de acolhimento e escuta, para eles vivenciarem e experimentarem a espiritualidade.

Conforme Leonardo Boff, a espiritualidade é uma das fontes primordiais, embora não seja a única, de inspiração de novo, de esperança alvissareira, de geração de um sentindo pleno e de capacidade de autotranscendência do ser humano. Porque o ser humano só se sente plenamente humano quando busca ser super-humano, pois ele vivencia como projeto infinito.

O autor continua, todos falam de espiritualidade, e é um tema recorrente em nossa cultura, não só no âmbito das religiões, mas também nas buscas humanas, tanto dos jovens quanto dos intelectuais, de famosos cientistas, e para surpresa nossa de grandes empresários. Tenho falado nos últimos anos, aqui e fora do país, para grupos ligados ao poder econômico internacional, executivos de multinacionais e outros agentes do poder, que se colocam como tema de ponderação as mudanças sociais, o novo paradigma civilizatório, a produtividade da nova tecnologia robotizada e a espiritualidade humana. Em toda parte encontramos pessoas indignadas com o destino previamente definido em termos da sociedade política na qual somos obrigados a viver e que recusam a aceitar os caminhos que a humanidade está sendo coagida a trilhar. De acordo com Dalai Lama, se a espiritualidade não produzir em você uma transformação, não é espiritualidade; é como um cobertor que não aquece deixa de ser cobertor. Como diziam os antigos, os tempos mudam e as pessoas mudam com eles. O que ontem foi espiritualidade hoje não precisa mais ser. Espiritualidade é aquilo que produz dentro de nós uma mudança. O ser humano é um ser de mudanças, pois nunca está pronto, está sempre se fazendo, físico, psíquico, social e culturalmente. Mas as mudanças interiores, são verdadeiras transformações alquímicas, capazes de dar um novo sentindo a vida ou de abrir novos campos de experiência e de profundidade rumo ao próprio coração e ao mistério de todas as coisas. Hoje a espiritualidade de nosso tempo reside no fato de que a espiritualidade vem sendo descoberta como dimensão profunda do humano, como momento necessário para o desabrochar pleno de nossa individuação e como espaço da paz no meio dos conflitos e desolações sociais e existenciais.

Nesse sentindo, Ana Lúcia Jankovic Barduchi e Ana Paula Bonilha Picolli, dizem que nos dias atuais, as competências técnicas e comportamentais estão a todo instante sendo reavaliadas no mundo do trabalho, é importante um projeto de vida que ajude, a saber, para onde vamos e como atingiremos o sucesso. Clarear horizontes, conhecer a si mesmo, definir metas e construir caminhos possíveis de alcança-los é viável, apesar de não ser uma tarefa simples. Manter os olhos no futuro, e traçar estratégicas para vencer obstáculos no caminho, saber o que se quer, quando e, principalmente, como atingir objetivos e metas são alguns dos ingredientes necessários ao alcance do sucesso, pessoal e profissional; também priorizando algumas áreas da afetividade que valoriza o sentimento e a cumplicidade consigo mesmo, com o outro e social, descoberta da sexualidade e da identidade corpórea, e como ser livre experimentando vivenciando a liberdade na realidade.

O projeto de vida tem como finalidades o autoconhecimento, a transformação de nossos sonhos em objetivos e metas a serem alcançadas, bem como a possibilidade de consonância entre nossos valores e aquilo que vamos realizar na vida.

O autoconhecimento é olhar a nossa volta, no nosso íntimo e identificarmos os valores, maneira de pensar, sentir e agir; e assumir a autoresponsabilidade de seus comportamentos e atitudes. Continuando o raciocínio das autoras acima, o autor Stephen R. Covey, diz que a vitória pessoal, se baseia em três hábitos, que realiza o processo de mudança de paradigma de dependência para a independência, á saber:

– Hábito 1 – Seja Proativo – princípios da visão pessoal: é a pessoa que sabe compreender o todo com muita flexibilidade, responsabilidade e possui a habilidade para escolher sua resposta. Um ser humano proativo – desenvolve a liberdade de escolha, faz autoconsciência, tem uma boa imaginação das coisas, tem consciência de si
própria e diz “eu sou”, tem vontade independente e sai em busca dê e contam com elas mesmas para vencer .

– Hábito 2 – Comece com o objetivo em mente – princípios da liderança pessoal: começar com um objetivo na mente significa começar tendo uma compreensão clara do destino. Significa saber para onde você está seguindo, de modo a compreender melhor onde está agora, e dar os passos sempre na direção correta. Quando a pessoa adquire
este senso de missão, conquista a essência de sua própria proatividade. Passa a comandar a visão e os valores que dirigem sua vida. Algumas fontes importantes e significativas em nossas vidas são:

– A segurança representa o senso de valor, a identidade, a estabilidade emocional, o amor-próprio, a força pessoal básica ou a falta dela.
– A orientação representa a fonte do rumo na vida. Incluída em seu mapa, o quadro interno de referencias interpreta para você o que acontece no mundo; e governam a tomada cotidiana de decisões e atitudes.
– A sabedoria é sua perspectiva de vida, o senso de equilíbrio, a compreensão de como várias partes e princípios se aplicam e relacionam com outros.

– O poder é a faculdade ou capacidade para agir, a força e a potência para conquistar algo. É a energia vital para ser fazer escolhas e tomar decisões e superar crenças limitantes e substituí-las por outras eficazes.

– Hábito 3 – Primeiro o mais importante – princípios do gerenciamento pessoal: o gerenciamento eficaz é fazer primeiro o mais importante. Enquanto é a liderança que resolve o que é “mais importante”, é o gerenciamento que coloca o mais importante em primeiro lugar, no dia a dia, a cada momento. Gerenciamento é disciplina, vontade de
fazer direito. É também saber dizer sim e não, com base nos valores e metas, isto é saber priorizar e separar conforme o esquema: importante (urgente – não urgente) e não importante (urgente – não urgente). Conquistamos tudo que pretendemos, através da delegação de poder seja de tempo, seja a outras pessoas. Se delegarmos poderes ao
tempo, pensamos em eficiência, se os delegamos a outras pessoas, pensamos em eficácia.
A vitória pública, é construída na independência real, que leva-nos para a interdependência eficaz, baseia em outros três seguintes hábitos, que são;

– Hábito 4 – Pense em ganha/ganha; princípios da liderança interpessoal: este hábito, resulta do espírito integro, é nutrida pelos relacionamentos de confiança profunda e de uma filosofia completa de interação humana, que requer da pessoa:

– Maturidade – expressar sentimentos pessoais tendo em consideração os sentimentos alheios;
– Mentalidade de abundância – crença de que há bastante para todos;
– Maturidade de escassez – sensação de que algo é subtraído quando o outro é bem sucedido.
Porém, existem outros paradigmas de interação, á saber:
– ganha/perde – é fundamentado pelo espírito de comparação. O amor é dado ou negado com base nesta comparação;
– perde/ganha – excessiva submissão sem confronto com posicionamento alheio;
– perde/perde – interação de posições egoístas, que bloqueiam a visão de alternativas; concentradas em prejudicar o outro;
– ganha – centrado em si mesmo, conseguir o que pretende, não importa como;
– ganha/ganha ou nada feito – chegar a um consenso de discordar sem magoar o outro, isto é, um consenso de forma amistosa.

– ganha / ganha – é um estado de espírito que busca constantemente o benefício mútuo em todas as interações humanas. Ganha / Ganha significa entender que os acordos e soluções são mutuamente benéfica, mutuamente satisfatório. Com uma solução do tipo ganha / ganha, todas as partes se sentem bem como a decisão, e comprometidos com o plano de ação. Ganha / Ganha vê a vida como cooperativa, não como um local de competição. Ganha / Ganha se baseia no paradigma de que há bastante para todos, que o sucesso de uma pessoa não se conquista com o sacrifício ou exclusão da outra.

– Hábito 5 – Procure primeiro compreender, depois ser compreendido:
princípios da comunicação empática. Em algumas situações, temos a tendência de atropelar os sentimentos das pessoas, e de dar conselhos. Esquecendo-nos de um tempo para diagnóstico e da compreensão dos problemas.
É importante que exercitassem a atenção empática: você escuta com os ouvidos, e, o mais importante saber ouvir com os olhos do coração. Compreensão e percepção, na medida em que você aprende a entender profundamente as outras pessoas, irá descobrir a grandeza de sua percepção.
Procurar compreender exige consideração, procurar ser entendido requer coragem.
Um exercício simples: “procure sempre entrar no lugar do outro, para perceber o que a pessoa pensou e sentiu”.
Quatro princípios para a comunicação interpessoal: ler – escrever – falar – ouvir.
Lembre-se, “a responsabilidade da comunicação é do comunicador”.

– Hábito 6 – Crie sinergia; princípios de cooperação criativa: sinergia são todos os hábitos em conjunto, a soma é maior que a soma das partes, libera os poderes que cada um tem dentro de si, a comunicação é a maior expressão de onde se que chegar, sua essência é valorizar as diferenças e a sinergia negativa.
Quando comunicamo-nos sinergicamente, estamos simplesmente abrindo o nosso coração, nossa mente e modo de expressão para novas possibilidades, novas alternativas e novas opções; na vida do adolescente, jovem, familiar, profissional, nos negócios, espiritual.
Sinergia negativa são pessoas inseguras que acreditam que toda a realidade pode ser entendida, á partir de seus paradigmas. Elas têm uma imensa necessidade de transformar os outros em clones, de moldá-los para que adotem sua maneira de pensar.

Valorizar as diferenças é a essência da sinergia – as diferenças mentais, emocionais e psicológicas entre os adolescentes, jovens e as pessoas.

Quando o adolescente e o jovem sacam que são inteligentes, percebem o tempo do merecimento para serem felizes, para isto há um tempo, assim classificados: na fase da infância os pais e familiares ajudam no crescimento, aprendizado e desenvolvimento; na adolescência é a fase do ensinamento escolar científico, na fase da juventude é o momento do salto quântico na vida pessoal e profissional, a partir das escolhas e decisões, aos trinta anos é a fase co-criação; isto é, a constituição familiar, aos 40 anos é olhar para a vida e refletir “para que” e a “quem mais”.

Outra teoria, é a apresentada por Celso Antunes, diz que a construção do conhecimento é o recurso para a tomada de decisão em relação a diferentes estágios de pensamentos, sentimentos e da aprendizagem na administração de conflitos do autoconhecimento e das sensações de medo, prazer, ira, tristeza, amor, vergonha, através de trabalhos pedagógicos envolvendo a autoaceitação e a autoconsciência, o controle dos sentimentos, ética, e empatia com os adolescentes e jovens.

E Daniel Goleman, preocupa-se com a educação da Inteligência Emocional e, consequentemente, com seu uso como instrumento de mudança comportamental de pessoas. Tanto Gardner e Goleman revelam, com uma listagem notável de experimentos, uma nova conceituação para o sentindo do que é inteligente. Ambos propõem uma nova educação. Para Goleman, a inteligência Emocional pode ser expressa através de cinco pontos:

– a) autoconhecimento – capacidade de identificar seus próprios sentimentos, usando-os para tomar decisões e resolver problemas que resultem na satisfação pessoal;
– b) administração das emoções – habilidade de controlar impulsos, de avaliar- se da ansiedade e direcionar a raiva à condição correta. Muitas vezes, odiar uma atitude cometida por alguém acaba sendo confundido por um sentindo de ódio contra o autor desse ato;
– c) empatia – habilidade de se colocar no lugar do outro, entendo-o e percebendo seus sentimentos e intenções não verbalizadas;
– d) automotivação – a capacidade de preservar e conservar o otimismo sereno, mesmo em condições relativamente adversas;
– e) capacidade do relacionamento pleno – habilidade em lidar com as reações emocionais de outras pessoas e interagir com as mesmas.

“Hoje, é a neurociência que defende levar-se a sério as emoções. As novas da ciência são encorajadoras. Dizem-nos que, se dermos mais atenção sistemática à inteligência emocional – ao aumento da autoconsciência, a lidar mais eficientemente com nossos sentimentos aflitivos, manter o otimismo e a perseverança apesar das frustrações, aumentar a capacidade de empatia e envolvimento, de cooperação e ligação social, o futuro pode ser mais esperançoso.”

Howard Gardner também defende a existências de “inteligências múltiplas” no ser humano, a partir das origens biológicas de cada pessoa em resolver problemas, cita oito inteligências, mas não fecha nesse limite o campo de suas descobertas, são as seguintes:

– Inteligência Linguística, uma capacidade exibida de forma mais completa por grandes poetas ou escritores extraordinários; pode aparecer muito acentuada. Pessoas sabem dizer bem suas mensagens, exemplo Martinho da Vila, Cartola etc…

– Inteligência lógica e matemática, revela a facilidade para aprender e, sobretudo, perceber a posição dos conceitos e das formas matemáticas. Inteligência marcante como a de Einstein.

– Inteligência espacial, é a capacidade de formar, manobrar e operar um modelo do mundo no espaço. Presente em engenheiros, marinheiros, geógrafos e cirurgiões, também se manifesta em pintores ou escritores geniais como Clarice Lispector, Graciliano Ramos e muito outros.

– Inteligência musical, é outra competência presente em qualquer ser humano, mas oculta pelo preconceito de quem nem todos podem ter esse dom. Casos como os de Mozart e outros grandes mestres.

– Inteligência corporal-cinestésica é a impressionante capacidade de resolver problemas ou elaborar formas de comunicação utilizando o corpo. Presente em atletas e dançarinos, manifesta-se também em cirurgiões ou artistas. Pelé, Zico, “Magic” Johnson, Maradona e outros esportistas geniais não eram apenas mito, mas pessoas com capacidade de solucionar problemas de forma alucinante, usando a magia de seus movimentos.

– Inteligência naturalista, capacidade de como operar o mundo natural, tornando-nos capazes de compreender tipos encontrados na flora e na fauna, “conversando” com esses tipos de vida, conseguindo resolver seus problemas e sua
adaptação.

– Inteligência pictográfica em pessoa que se expressam admiravelmente bem
através do desenho ou de imagens gráficas de maneira geral. Marcantes em desenhistas,
artistas gráficos e pintores, são formas deliciosas de comunicação de desenhistas como
Miguel Paiva, Mort Walker (recruta zero), Bill Watterson criador de Calvim e Harold e
outros.

– As inteligências interpessoal é capacidade de compreender outras pessoas e o
que os motiva, psicólogos, padres, pastor e outros; e a intrapessoal é a capacidade da
autoestima e de formar um modelo coerente e verídico de si mesmo, usando esse
modelo para operacionalizar a felicidade.

Adolescente e jovem é uma fase temporária; eles buscam qualidade de vida,
dinheiro, vestir-se bem, usam brincos, percing, tatuagens; gostam das imagens, self são
estilosos e bonitos, procuram marcar posição e mostram o rosto. Vamos abrir para essas
novidades e perceber a beleza desses jovens, capacidade e potencial.
Entretanto são algumas teorias de pensadores, que poderão contribuir á
conhecer-nos e saber se o tempo e os recursos utilizados estão sendo apreendidos e
empreendidos ao nosso favor, tanto educacional e profissional, também pessoalmente,
tudo isso é imprescindível, para que o adolescente e jovem possam atingir o sucesso. O
autoconhecimento, autoestima significa conhecer a nós mesmos e saber se aquilo que
queremos está condizente com as coisas que estamos fazendo de verdade, conhecer-nos
e saber se aquele velho plano está se concretizando ou se está apenas no mundo dos
sonhos…

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REFERÊNCIAS
ANTUNES, C. Alfabetização Emocional. 3º edição, São Paulo, Terra Editora, 1996.
BABA, S, P. Transformando o Sofrimento em Alegria. Rio de Janeiro, Sextante,
2017.
BOFF, L. Espiritualidade, um caminho de transformação. Rio de Janeiro, Sextante,
2001.
COVEY, R. S. Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes. São Paulo – SP: Editora
Best Seller, 2000.
KABAT-ZINN, J. Atenção plena para iniciantes. Rio de Janeiro, Sextante, 2017.
LIBÂNIO, J, C. Tema: Uma Pedagogia do pensar. Palestra.