Raiva

Raiva

Por Psicólogo Leandro Bianchini Garcia CRP: 06/142477

A raiva é uma reação a situações de ataque, de impedimento, frustrações,
ofensas, humilhações, rejeições, dentre outras. É, sobretudo, um meio de manter-se
vivo e íntegro seja fisicamente ou psicologicamente.

O comportamento esperado em decorrência desta emoção é a agressão (ou
ataque). A agressão pode se revelar, por exemplo, a partir de gritos, gestos
ofensivos, hostilidade, violência física ao outro (heteroagressividade). É possível
também falar em auto-agressão (ferir-se, por exemplo).

Usando exemplo dos humanos mais antigos, a raiva é disparada no
organismo diante de situações que demandam garantir a hierarquia, defender
território, disputar parceiros, ou então: a raiva é uma emoção que está intimamente
relacionada com a necessidade do humano de proteger-se e afugentar o seu
inimigo

De acordo com Lipp e Malagris “fomos geneticamente preparados para sentir
raiva quando identificamos a necessidade de defendermo-nos ou neutralizar
fisicamente o inimigo, podendo a raiva também acontecer diante de frustrações e
oposições a ideias e desejos importantes.”

Entre os humanos a razão atua como importante componente que bloqueia
os impulsos agressivos em nome do diálogo e do bom convívio.
Existe, porém, a raiva como traço de personalidade que diferentemente da
raiva como estado passageiro e universalmente compartilhado (emoção),
caracteriza algumas pessoas.

Estas pessoas percebem ameaças, ofensas, injustiças (etc) nas pessoas de
seu convívio, em tudo que as rodeiam e principalmente em si próprias (autoimagem)
sob um viés interpretativo, ou seja, sem haver respaldo nos dados concretos da
realidade.

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