Qual a linha Tênue que separa aconselhamento psicológico e psicoterapia?

Qual a linha Tênue que separa aconselhamento psicológico e psicoterapia?

Por: Psicólogo Rodrigo Romão Antonio CRP 06/129455

Algo que parece simples, mas que causa algum tipo de
confusão em Psicólogos é a diferença entre
aconselhamento Psicológico e Psicoterapia, pois ambos
não são meros procedimentos técnicos ou operacionais.
Subjacente a eles há todo uma estrutura de posições
filosóficas operantes tanto no terapeuta ou 'conselheiro,
quanto nas pessoas assistidas.
Mesmo na posição clássica de liberdade e de não-
diretividade há, por parte do psicólogo, uma deliberada e
consciente postura filosófico-social. Por outro lado, mas
não diferente o conselheiro visa instalar um comportamento
específico, há, igualmente, um papel social idealizado.
Na teoria podemos nos direcionar quanto a três premissas
para o conceito do orientador, conselheiro ou terapeuta:
Primeiro, que o homem é um produto predominantemente
social e possui impulsos naturais, bons ou maus, que
precisam ser canalizados para um tipo de sociedade na
qual nos localizamos e que nos assegura a sobrevivência e
o bem-estar.
Segundo que o homem é suficientemente capaz de decidir
por si mesmo e escolher as ações mais adequadas para si

para os outros desde que sejam criadas condições
facilitadoras para avaliação auto e hetero-referente e para
as opções individuais.
E terceiro, que a autodeterminação é uma utopia, e o
homem é o produto de múltiplas variáveis, onde temos que
atuar nos agentes que o controlam e nos comportamentos
tal como ocorrem na vida quotidiana.
Já na prática é difícil à distinção entre orientação,
aconselhamento e psicoterapia e grande parte dos autores
não se preocupa muito com essa diversificação teórica.
Entretanto, alguns buscam traçar linhas demarcatórias,
como por exemplo, Perry (1960) distingue o
aconselhamento da psicoterapia, baseando-se nos papéis
e funções sociais visados pelo primeiro e na dinâmica da
personalidade proposta pela psicoterapia. Outros autores
parecem diferençar estas duas atuações atribuindo ao
aconselhamento os procedimentos que se focalizam no
plano intelectual, cognitivo, consciente, e à psicoterapia os
que se relacionam com fatores afetivos e inconscientes.
Os estudos nos mostram que o psicólogo-conselheiro se
caracteriza como o profissional da psicologia de formação
mais eclética o que não impede, contudo, que se dedique
também a um determinado tipo de especialização, tais
como aos que se dedicam a problemas psicológicos do
Trabalho, da Educação, da Família, sexual, etc.
Do ponto de vista psicológico, a atuação assistencial,
preventiva, terapêutica ou corretiva pode assumir diferentes
rótulos classificados por alguns autores como formas
suportivas, reeducativas ou reconstrutivas de tratamento.
O que não se pode hoje é reduzir a Psicologia, é preciso
cada vez mais, porém com cuidado e ética expandir o
campo da psicologia, para que ela possa chegar as

pessoas que realmente, querem, precisam e até
necessitam de suporte psicológico.

 

Confira meu último artigo: Clicando Aqui!