A Psicologia das Emergências e Desastres

A Psicologia das Emergências e Desastres

Por Psicóloga Joyce Muzy //  CRP 06/73289

Estamos ainda no segundo mês de 2019 e as notícias sobre tragédias e desastres tem nos sido avassaladoras.

Três anos após a ocorrência em Mariana, novamente nos deparamos com um desastre resultante do rompimento de barragem em Brumadinho/MG.

Mediante a essa situação de calamidade pública, nota-se a movimentação dos e das psicólogas (os) no local e em redes sociai se disponibilizando para prestar auxílio voluntário a sobreviventes e familiares.

Não é de se estranhar que profissionais que tem o seu trabalho pautado na humanização, acolhimento e valorização da pessoa reagissem dessa maneira.Ainda que os e as profissionais da psicologia tenham boas intenções e disponibilidade,é preciso que estejam preparados para lidar em situações de emergências e desastres.

 

A nota técnica emitida pelo CFP – Conselho Federal de Psicologia, que você pode acessar clicando aqui ou pelo link disponível nas referências no final desse artigo, tem por objetivo principal contribuir para que a atuação de psicólogas (os) em situações caracterizadas como de emergências ou de desastres seja realizada de forma ética e competente.

 

A atuação da (o) profissional deve estar em consonância e ocorrer nas cinco fases delineadas pela Política Nacional de Defesa Civil, que são: prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação e deve atender o disposto no Plano De contingência, também proposto pela Defesa Civil.

Você já ouviu falar sobre o que é um Plano de Contingência? Estarei abordando    esse assunto em um outro artigo.

Deve também acontecer de forma articulada às políticas e estratégias do SUS – Sistema Único de Saúde, SUAS- Sistema da Assistência Social e de forma integrada a coordenação de Saúde Mental responsável pelo território atingido, ou seja, deve haver toda uma ação integrada, articulada e organizada no âmbito das políticas públicas e não trata-se apenas do profissional chegar no local e agir de forma independente.

 

Ainda, a nível técnico, deve estar preparada (o) para uma intervenção com embasamento científico e amparada (o) pelo código de ética. Ter conhecimento técnico para atuação em plantões psicológicos, abordagem às famílias das vítimas, intervenções junto aos sobreviventes e o que mais couber.

 

Para saber mais:

 

Se você se interessou pelo tema e quer saber mais, deixo a seguir alguns links de materiais. Cabe informar que o Conselho oferece oficinas de orientação da Psicologia em Emergência e Desastres, procure informações no CRP da sua região.

 

A CEPED UFSC, uma instituição pertencente à Universidade Federal de Santa Catarina, oferece gratuitamente e a distância, o curso  “Gestão de Riscos e de Desastres: Contribuições da Psicologia” tem o propósito de mostrar as diferentes possibilidades de atuação dos psicólogos.

Você pode acessar a apostila pelo link:

http://www.integracao.gov.br/c/document_library/get_file?uuid=8fa26fe8-d31a-4531-92ca-346e6c69867f&groupId=10157

 

No link abaixo, você poderá acessar uma série de vídeos da Oficina Regional sobre Psicologia na Gestão Integral de Riscos e Desastres, que aconteceu em março de 2016 no auditório do consórcio intermunicipal do Grande ABC.


Referências

Nota técnica CFP – Sobre a atuação da Psicologia na gestão integral de riscos e de desastres, relacionada com a política de proteção e defesa civil.

https://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2016/12/Nota-T%C3%A9cnica-Psicologia-Gestao-de-Riscos-Versao-para-pdf-13-12.pdf

 

CFP – Conselho Federal de Psicologia – https://site.cfp.org.br/

 

Psicologia presente em Brumadinho

https://site.cfp.org.br/psicologia-presente-em-brumadinho/