O poder transformador da Empatia: Como exercer a arte de se colocar no lugar do outro!

O poder transformador da Empatia: Como exercer a arte de se colocar no lugar do outro!

Por:  Psicóloga e Jornalista Mauricéia Quinhoneiro – CRP 06/48759-9 

As mais recentes descobertas científicas sugerem que a nossa capacidade de realizar atos de generosidade, de demonstrar um comportamento altruísta e sentir empatia e compaixão é inata e não algo que aprendemos durante a socialização ou pela exposição cultural.

Através do processo de socialização aprendemos critérios  para a avaliar e diferenciar aqueles que merecem nossa empatia daqueles que não merecem.

Os pesquisadores ressaltam que a nossa capacidade natural de sentir empatia e compaixão é parecida com nosso potencial linguístico. Desta forma, alguém que não encontra os meios hábeis para desenvolvimento da empatia ( ou linguagem por exemplo ) durante os anos de formação pode deixar de desenvolver ou expressar essa capacidade.

A empatia como qualquer outra habilidade pode ser mais ou menos desenvolvida a partir de inúmeros critérios como aprendizagem, necessidade, motivação,  atenção plena, estabilidade emocional, entre outros.

Estudos realizados na Universidade de Stanford a partir de 2007 sugerem que a compaixão, como extensão da capacidade de empatia, além de essencial para as relações sociais promove, em especial, a saúde emocional de quem se disponibiliza a praticá-la, sendo também um poderoso antídoto contra a depressão. Pessoas empáticas e compassivas são mais felizes.

A empatia é sentir por (ou junto de) outra pessoa e entender seus sentimentos. Pode ocorrer naturalmente ou exercitada através de uma intenção deliberada. Neste caso, vale a máxima de que o habito faz o monge, uma vez que a prática, mesmo que em princípio seja um esforço ou até sacrifício,  tende a levar ao aprimoramento desta habilidade.

A relevância científica atribuída à empatia e a compaixão tem contribuído para a disseminação de protocolos validados  de treinamento destas habilidades através de vários formatos de programas de 8 semanas. No Brasil e no mundo, é crescente o número de profissionais das áreas da saúde  que estão sendo treinados para atuar nesses programas.

Quanto maior a habilidade de empatia e compaixão, maior o sentimento de pertencimento e conexão. Atentar, acolher ou  também agir para ajudar a diminuir a dor do outro tende a promover uma maior senso de humanidade e empoderamento em contraponto com a percepção restrita e limitada provocada por atitudes autocentradas.

Falta de motivação e de lucidez tendem a ser os maiores obstáculos para o desenvolvimento da empatia.

No entanto, mesmo pessoas empáticas, podem ter prejuízo desta habilidade quando estão as voltas com um déficit de energia provocado pelo estresse, além das doenças fisicas e emocionais. Fica muito difícil ser empático e compassivo  com a dor do outro quando se está sofrendo para  administrar as próprias mazelas.

A atenção plena ao momento presente (mindfulness) permite observar a circunstância  com amplitude de perspectiva e sem julgamento, despertando também  para formas mais lucidas e generosas de atentar para todo o contexto. Este amplo repertório de análise  direciona a empatia em favor de posicionamentos mais assertivos.

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