O amor e capacidade de amar

O amor e capacidade de amar

Por: Psicóloga Patricia Figueiredo- CRP 06/96792

Neste artigo abordarei um tema que todos gostam, já que o ser humano é incessante ao desejar ter alguém ao lado que ame. Mas não é tão simples se relacionar. Se fosse, não haveria tantos términos e divórcios, cujo número vem crescendo ano após ano, segundo as estatísticas.

O livro “Del enamoramiento al amor” de Höfer T., outro ator Fromm traz o emblema de que muitas pessoas perguntam para seu parceiro se ele o ama, mas quando na verdade deveriam se perguntar: eu amo o meu parceiro? O que posso fazer para demonstrar o meu amor? E é muito sincrônico escrever isso aqui, porque nesta semana ouvi um podcast dos Mamilos, em que uma das participantes ouviu em um casamento o padre perguntando: Você está casando para ser feliz ou para fazer o outro feliz? E é a mais pura verdade: se você casa para ser feliz, há uma expectativa muito grande para que o outro seja ou faça aquilo que você quer. Quando se ama, a gente quer ver nosso amado bem e feliz. E isso é muito importante para se refletir!

Frömm também traz quatro elementos que promovem a capacidade de amar: o cuidado, o sentido de responsabilidade, o respeito e o conhecimento.

O cuidado é expresso na preocupação ativa com seu parceiro, ajudando-o, sem se esquecer de si mesmo. É o cuidado com o outro e consigo mesmo.

O sentido de responsabilidade refere-se a entender as necessidades anímicas do outro. Ou seja, perceber o que o outro precisa no plano emocional. Isso é mais desafiante para os homens, que tendem a ser mais racionais e práticos. E é observável que está ligado ao cuidado, que é o primeiro elemento.

O terceiro elemento que é o respeito que implica ausência de exploração. Isso quer dizer que eu quero que o outro cresça por ele mesmo e não por mim. Para mim, também denota a cooperação que deve existir entre o casal, e não a competição. Isso promove união e bem-estar na relação.

E o respeito não existe se eu não conhecer o outro, que não é um conhecimento superficial e sim profundo. O reconhecimento acontece quando eu transcendo meus próprios interesses e vejo o outro como ele é verdadeiramente.

Esses elementos estão intimamente ligados e podem acontecer numa pessoa devidamente madura, que segundo o autor, deixou suas necessidades narcísicas. Amar não é somente um sentimento, é uma decisão de comprometer-se.

E para que haja maturidade, o autoconhecimento é mandatório. Então, nós psicólogos temos um ponto importante a trazer para os clientes: não há escapatória a não ser se conhecer para o sucesso das relações.

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Amor e mais amor, Patricia.

 

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