Emoções positivas x emoções negativas

Emoções positivas x emoções negativas

Por Psicólogo Leandro Bianchini Garcia CRP: 06/142477

É comum lermos ou escutarmos os termos “emoção positiva” e emoção
negativa”.
Isso acontece porque muitas pessoas tentam explicar as emoções a partir de
como as experimentam (sentem), bem como quanto aos comportamentos que
ocorrem em decorrência de cada uma delas.
Por exemplo: ao sentir-se triste, o mais provável é que a pessoa tenha a
sensação de “um vazio no peito”, bem como é possível que chore (comportamento).
Esta experiência não é “boa” ou (em tese) gostosa de sentir, e sendo assim, a
tristeza acaba sendo classificada como ‘negativa”.
As emoções na linha do desprazer (desagradáveis) são mais conhecidas
pois, além de apresentarem correlatos comportamentais mais fáceis de serem
notados do ponto de vista neurobiológico, são mais “ricas” em termos de
manifestações fisiológicas, assim como são mais decisivas para a sobrevivência da
espécie.
Conforme salienta o mestre no assunto Paul Ekman, “não sabemos muito a
respeito das emoções agradáveis, uma vez que a maior parte das pesquisas
priorizaram as emoções perturbadoras, ou seja, nas emoções que causam
problemas para as pessoas e isso explica a razão de sabermos mais sobre
transtornos mentais do que de saúde mental.”
Temos as emoções primárias que causam desprazer, ou seja, a tristeza, a
raiva, a aversão (nojo) e o medo, e em contrapartida, a alegria, uma emoção que
causa prazer.
Todas, independentemente das sensações ou consequências, são
necessárias para a sobrevivência da espécie e é por isso que não é correto falar em
emoções “positivas” e emoções “negativas”.

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