Desenvolvimento infantil e o estresse tóxico

Desenvolvimento infantil e o estresse tóxico

Por Psicóloga Rafaela de Almeida Schiavo CRP: 06/93353

Durante a gestação e a primeira infância os bebês e crianças podem ser expostos a
fatores muito estressantes que podem influenciar negativamente no desenvolvimento
infantil. Estudos evidenciam que o estresse materno no período gestacional tem efeitos
que duram até o primeiro ano de vida da criança, mas ainda se sabe pouco sobre seus
efeitos em crianças mais velhas. No trabalho de revisão de literatura de Talge; Neal e
Glover (2007) o estresse pré-natal duradouro da mãe é associado a maior predisposição
para o desenvolvimento de doenças mentais infantis e ao longo da vida do sujeito.
Elevados níveis de estresse em qualquer fase da vida pode prejudicar o bom
funcionamento do organismo e da saúde mental do sujeito. Entretanto, na infância
elevados níveis de estresse pode levar a prejuízos para a vida inteira.
Existem três tipos de estresses o positivo, o tolerável e o tóxico.
O positivo é aquele que dispara uma reação do corpo frente á estímulos de superação e
prazer. Quando a criança é exposta ao estresse de curta duração e baixa intensidade
como, por exemplo, quando ela vai tomar uma vacina.
Já o estresse tolerável é quando a criança enfrenta uma exposição maior a um evento
estressor, mas ela conta com ajuda da família ou outros para superar a fase estressante,
como, por exemplo, uma internação hospitalar.
E o estresse tóxico é quando a criança é exposta a um nível muito alto e duradouro do
estresse, como violência, agressão física, verbal, social ou sexual, traumas, excesso de
atividades entre outros.
Precisamos do estresse todos os dias para realizarmos as mais variadas tarefas do dia-a-
dia, entretanto, a alta exposição a eventos estressores provoca desequilíbrio emocional
e físico. O hormônio do estresse é chamado cortisol. Quando o nosso corpo liberal em
excesso este hormônio, por um longo período de tempo, ele provoca adoecimento no
sujeito.
Crianças muito pequenas expostas a grandes eventos estressores terão em seu
organismo a alta liberação do hormônio cortisol e que se em adultos em elevados níveis
ele já prejudica o organismo do sujeito levando-o ao adoecimento, imagine o que isso
poderá afetar no organismo infantil que ainda está em processo de
maturação/crescimento.
As consequências podem ser: mudança de apetite, alterações no sono, medo, baixa
imunidade, comportamentos agressivos ou intrusivos, irritabilidade, pode também afetar
a inteligência/cognição, as emoções fazendo com que a criança possa desenvolver
algum problema de saúde mental como, transtornos de ansiedade e depressão além de
doenças físicas como a diabetes, hipertensão e doenças autoimunes. Portanto, criança
precisa de um espaço saudável para crescer e se desenvolver, sendo de extrema
importância ter espaço para o brincar.
Referencias.
TALGE, N.M; NEAL, C; GLOVER, V. Antenatal maternal stress and long-term effects
on child neurodevelopment: how and why?. Adolescent Mental Helth., v.48, n 3-4,
p.245-261, 2007. doi: 10.1111/j.1469-7610.2006.01714.x

 

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