Como a Psicologia pode ajudar as finanças pessoais?

Como a Psicologia pode ajudar as finanças pessoais?

Por: Psicólogo Rodrigo Romão Antonio CRP 06/129455

Especialmente no Brasil o tem a finanças é muito controverso,
apesar da conturbada mudança na previdência ter disparado um
alerta geral, ainda temos muitas crenças limitantes enraizadas que
prejudicam o nosso conhecimento e consequentemente nossa
melhora financeira.
Hoje em dia cresce de maneira rápida os conteúdos relacionados a
finanças, ganhar mais, gastar menos, e tudo que se refere as
finanças, é claro que quanto mais conteúdo melhor, quanto mais
conhecimento melhor, porém o fator psicológico é essencial, e
precisa ser muito bem trabalhado para que possamos lidar de
maneira mais saudável com as finanças, e nesse momento que
entra mais uma oportunidade para os profissionais da Psicologia,
pois quem conhece melhor funcionamento da dinâmica de
tomada de decisões que o Psicólogo?
Porém para isso é preciso que esse profissional sai do casulo,
estude outras áreas e amplie o seu conhecimento para adaptar o
seu conhecimento de maneira que consiga falar diretamente com
quem precisa e/ou quer melhorar suas tomadas de decisões
financeiras.
Esse é um campo que vem cada vez mais gerando interesse da
população que se vê com necessidade de se libertar da
comodidade da previdência social que está cada vez mais falha, e
deste modo, a “segurança” não está mais na aposentadoria e sim
na liberdade financeira, assim, há uma busca crescente por
desenvolvimento da maneira de como lidamos quando ganhamos
dinheiro e principalmente de como lidamos quando perdemos

dinheiro, o que é muito mais doloroso quando não estamos
preparados e treinados emocionalmente.

Muito estudos vem sendo desenvolvidos quanto as limitações
cognitivas, as quais podem atrapalhar o processamento mental de
informações, e como alterar nossa tendência em simplificarmos
nossa maneira de examinar os dados necessários para uma ótima
tomada de decisões, sabendo que como defendia Herbert Simon
(Nobel de Economia, 1978) que nossa racionalidade é limitada e
acabamos simplificando nosso caminho e trocamos o “ótimo”
pelo “satisfatório”.
É preciso trabalharmos os atalhos mentais, que inconscientemente
acabamos adotando para facilitar nossas percepções e avaliações,
podendo nos levar a equívocos e prejuízos financeiros, tais como,
contratar um empréstimo contando com ganhos futuros
superestimados, que não se realizam e deixam um rastro de juros
altos e inadimplência, gastando mais do que ganhamos
acreditando em ganhos futuros sem a devida análise, entre outros.
E assim como nos relacionamentos, é possível sim aprender com
experiências negativas e frustrantes, desde que seja desenvolvido
uma habilidade para examinar a situação de forma realista e isenta
para saber o que aconteceu de fato, ao contrário do que
geralmente é feito, pois a nossa tendência é de considerar como
verdadeiro só aquilo que nos agrada, mesmo que não seja real e
buscamos o caminho teoricamente mais fácil, e ignoramos tudo
que vai contra nossos desejos e expectativas, para tentar escapar
do que nos frustra.
Assim como nas áreas afetivas, a área das finanças precisa
essencialmente de uma inteligência emocional, um controle
emocional e uma capacidade de tolerar a frustração, para lidar de
maneira saudável com a finança, é necessário desenvolver a
capacidade de olhar o que funcionou e o que não funcionou e
acompanhar a sequência dos acontecimentos no longo prazo para

isso é preciso ter a capacidade de lidar com a incerteza, a dúvida,
para deste modo, conseguir reunir mais dados para comparação e
análise, obtendo um olhar mais amplo da situação para detectar
novos elementos que podem trazer oportunidade ou risco, e nesse
sentido sempre trabalhando sua habilidade emocional administrar
os sentimentos chatos que acompanham as frustrações. E assim
abrindo a possibilidade de acertar mais no presente e no futuro,
objetivando uma saúde das finanças, melhorando o poder de
escolhas.

 

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